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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eis o IMORTAL


Reunidos no Salão Grau, no dia 15 de setembro de 1903, 32 homens fundariam aquele que um dia viria a ser O Imortal. Temido por muitos, o tricolor vai sempre em busca de mais conquistas assim como fizeram os grandes reis a procura de novas terras. Com sua raça e seu futebol macho (sem firulas e bixisses, só no quebra-canela e no pontapé), o Imortal foi destruindo um a um seus inimigos para um dia conquistar o mundo (coisa que nem o pinky e o cérebro conseguiram, mas que agora não passa de modinha).

Muitos ainda perguntam, "IMORTAL??". Muitos duvidam da capacidade deste guerreiro, mas todos sabem que mesmo em menor número, sempre luta de igual pra igual com seus adversários assim como um dia foram os espartanos. Mas o que faz do Grêmio um time tão impressionante? Podemos voltar ao glorioso dia 11 de dezembro de 1983, nas terras do famoso estádio Olímpico de Tóquio, quando numa incrível vitória sobre o exército de Hamburgo, o Grêmio conquistou o Mundo.

Não só de vitórias vive o nosso grande imortal, mas desses fracassos ele faz históricas vitórias. No ano de 2004, após crises econômicas, o nosso grande imortal perdeu a força e veio a fracassar.

Para muitos, seria a prova concreta de que o Grêmio não era um time imortal, mas foi deste fracasso que o grêmio provou sua imortalidade. No ano de 2005, o Grêmio disputou aquele que seria o campeonato mais marcado na história do futebol. Na tarde de 26 de novembro de 2006, o Grêmio viria a disputar sua ultima partida pela série B do brasileiro. Precisando de um empate para subir a série A, o Grêmio entrou em campo com um pé na série A. O local? O estádio dos Aflitos, nunca um nome foi tão sugestivo ao que vou tentar descrever a vocês. No primeiro tempo, um jogo de igual pra igual, com um penalti a favor, a equipe do náutico poderia sair vitoriosa e classifada, mas desperdiçou a oportunidade. No segundo tempo, o Grêmio teve seu primeiro jogar expulso, o lateral Escalona. Pouco tempo depois, mais um penalti polemico para equipe do nautico. Confusão para todo lado, o Grêmio teve mais 3 jogadores expulsos. A tranquila classificação se tornou algo impossível, jogar com 4 jogadores a menos e um penalti contra. Eis que se ergue o Imortal Tricolor, aquele transforma coisas impossíveis em coisas inacreditáveis. Aquele que mesmo em menor número não teme o confronto. Aquele que em momentos difíceis ganha força para ressurgir das profundezas. O estádio cantava o nome do nautico, era um exército em maior número, confiante. Os jornais e transmissões do jogo já davam o tricolor como derrotado. Até que numa cobrança ruim do jogador, Galatto tira com o pé o penalti batido. A torcida espantada com o que havia acontecido e num contra-ataque após afastar a bola do escanteio, Anderson sofre falta e após cobrança rápida, ele atravessa a área adversária, dribla os zagueiros e o mundo parou. Seria aquele a prova concreta de que existe um imortal entre nós? Como poderia alguém derrotar as probabilidades? Quem era aquele que desafiaria as leis das possibilidades? Eis o IMORTAL... Estufando a bola no fundo das redes, o exército esparta... digo, gremista, saiu com a vitória mesmo tendo 4 jogadores expulsos. Para muitos, sorte. Para nós gremistas de coração... A PROVA DA NOSSA IMORTALIDADE.

Quero neste último paragrafo agradecer a você Imortal Tricolor, que nos trouxe tantas glórias e alegrias. Que nos transformou em pessoas mais fortes e guerreiras. Somos tricolores, na alegria ou na tristeza, na vitória ou na derrota, pois nem a morte irá nos separar.

VALEU GRÊMIO... 106 ANOS DE GLÓRIA...

terça-feira, 26 de maio de 2009

A minha primeria poesia dadaísta ... Que emoção =D Depois comentem o que acharam.

Qual seu nome?
Oii!
Te odeio.
Porque os sapos pulam?
Soltem os piratas
Malditos comunistas!
Na rodoviaria,
a luz...
perdi
perdi
perdi o
Trem do Lobisomen!
Cade os patos? Termometro
marcando:
laranja, verde
e 50
Zap inventou a caneta
Cade meu fone?
Coitado dos ornitorrincos...

Autoria : Eu

Obs : A falta do título foi intencional...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A arte Dadá!

A algum tempo atrás, alguns anos até, estudei na escola (estudei não, apenas li (nem sei se isso fiz direito xD )) alguns movimentos artisticos do perído da Primeira Guerra Mundial até o começo da Segunda. Coisas como Surrealismo, Cubismo, Futurismo, Impressionismo e claro, o que interessa pra esse post, o Dadaísmo. Na época não dei muito valor para o Dadaísmo, o livro até falava pouco dele, e pelo que falava não parecia grande coisa.

No entanto, esses dias navegando pela internet (ou atravessando a nado como faz um verdadeiro macho) por acaso li algo sobre o Dadaísmo e vi que tem muito a ver com o blog e decidimos inaugurar uma categoria nova baseada nessa idéia do dadaísmo. Não será uma categoria apenas dadaísta, mas deixamos esse parte de lado por agora. Vamos entender o movimento em si.

O movimento dadaísta, datado por autores de 1916 à 1921, é uma oposição a Primeira Guerra Mundial. É uma repulsa dos artistas aos campos de batalha, dando à arte todo sua força, destruição e crítica àquela que se opuseram.

Dadaístas como Tizan Tzara, Duchamp, Max Ernest arregaçaram as mangas, e se propuseram a fazer uma 'antiarte'. Isto, porque simbolizam na arte dadaísta, a anti-racionalidade que operava no mundo (o que pode ser mais racional que uma guerra?? (Nem torcer pro Inter chega a esse ponto))

Uma técnica dadaísta, aprofundada pelos surrealistas, é a da escrita automática, que consiste em escrever sem qualquer preocupação lógica, fazendo uma livre associação de idéias. Dentro deste espírito desconcertante, Tzara dá até mesmo a "técnica" de como se escrever um poema dadaísta:

" Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-se num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público. "

De todos esses movimentos de vanguarda, o Dadaísmo foi foi o mais radical e demolidor. Propunha-se desmantelar todos os valores artísticos consagrados, fossem quais fossem; não para construir algo em seu lugar, algo julgado melhor ou utopicamente desejável, mas pelo simples fato de pôr abaixo as instituições estabelecidas, as correntes estéticas da moda. Os dadás entendiam que, enquanto a Europa se banhava em sangue, o cultivo da arte não passava de hipocrisia e presunção. Por isso, era necessário ridicularizá-la, agredi-la. Daí provém a irreverência, o deboche, a agressividade e o ilogismo dos textos. Os poetas dadaístas destruíram a rima, o ritmo e principalmente o significado lógico.

Tá, agora tu pode estar se perguntando : "E o Kiko?!?" O fato é que simplesmente adorei essa idéia dadaista, adorei esse movimento cultural diferente e decidi-lo traze-lo, em parte, para o blog. Como assim? Uma das novas categorias criadas vai ser a categoria Arte, e vai servir pra abrigar arte como essa, não algo tradicional e formal, mas sim algo diferente.
Mas ainda não deixei a arte dadá de lado, pretendemos criar alguns poemas dadaístas - baseados na livre associação de idéias - aqui pro blog. Não sei o que vai dar (possivelmente vão ser terríveis xD) mas se tem um jeito de saber, tentando.

Pra terminar, reproduzo uma última poesia dadaísta, de Ludwing Kassak:

Berr... bum, bumbum, bum...
Ssi... bum, papapa bum, bumm
Zazzau... Dum, bum, bumbumbum
Prä, prä, pä... ra, ah-äh, aa
Hahol...